quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cientistas querem colocar esfera em dois lugares ao mesmo tempo !!


Os cientistas sabem que a mecânica quântica também pode influir no movimento de objetos macroscópicos.

Mas o objectivo agora é mais ambicioso: usar uma esfera "grande" para demonstrar o fenômeno da super-posição, que permite que um objeto tenha mais de um estado ao mesmo tempo.

Os físicos têm-se perguntando se os objectos grandes podem seguir as leis quânticas desde que Erwin Schrödinger idealizou um experimento mental que mostra que um gato poderia existir em uma super-posição de estar vivo e morto ao mesmo tempo.

   A ideia agora é atingir uma esfera de vidro de 40 nanômetros de diâmetro, localizada dentro de uma pequena cavidade, com um laser.

Isso deverá forçar a esfera a saltar de um lado da cavidade para o outro.

Mas, como a luz é quântica por natureza, a posição da esfera também deverá ser, o que a obrigará a ficar em uma super-posição quântica, irmanando-se com os fótons que a atingem.

O experimento terá de ser realizado em alto vácuo e em temperaturas extremamente baixas, para que a esfera não seja perturbada pelo ruído térmico ou pelas moléculas de ar, segundo Oriol Romero-Isart, do Instituto Max Planck de Óptica Quântica, na Alemanha, um dos idealizadores do experimento.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Descobertas duas novas bases de DNA

Durante anos, cientistas consideraram que o DNA (ácido desoxirribonucleico) era composto apenas por quatro unidades: adenina, guanina, timina e citosina. Ainda na história recente, a lista expandiu para seis.
Agora, investigadores da Universidade da Carolina do Norte (UCN), nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto a sétima e oitava base do DNA.As duas 'novas' bases (5-formilcitosina e 5-carboxilcitosina) são versões da citosina que foram modificadas por proteínas Tet, entidades moleculares que se acredita terem um papel importante na desmetilação do ADN e na reprogramação das células-tronco.
Em entrevista ao Ciência Hoje, João Pedro de Magalhães, do Instituto de Biologia Integrativa, Universidade de Liverpool, Reino Unido, afirma que “o termo ‘sétima e oitava bases’ é excessivo”.

Para o investigador português, o que os cientistas da UNC descobriram foram duas novas variantes da citosina, uma das bases do DNA.“Já se sabe há bastante tempo que a citosina pode ser metilada; a metilação é uma modificação química que pode modificar os padrões de expressão genética, por exemplo durante o desenvolvimento, envelhecimento, ou devido a hábitos alimentares”, explica.“Sabe-se também que a citosina metilada pode ser convertida por um tipo de proteínas chamadas Tet de volta à citosina sem ser metilada. Este processo envolve três tipos de citosina modificada que são intermediários na reacção. Até agora, só um deles era conhecido e o que os cientistas da UNC identificaram foram os outros dois tipos de citosina modificada”, continua.“Eles mostraram também que a citosina modificada ocorre em células estaminais embrionárias e tecidos de ratinho”, acrescenta.João Pedro de Magalhães considera que “o impacto desta descoberta ainda não é claro” porque “ainda não se sabe se os intermediários entre citosina normal e citosina metilada têm alguma função importante no organismo”.No entanto, “como a metilação da citosina é importante numa variedade de processos e doenças (como o cancro), é possível que esta descoberta leve ao desenvolvimento de melhores métodos para manipular a metilação da citosina, o que pode no futuro permitir novos tratamentos”, conclui.


quarta-feira, 27 de julho de 2011

De acordo com a "Scientific American", Portugal é um dos países com maiores desenvolvimentos Biotecnológicos

Nem tudo pode ser mau no nosso país...


Portugal, Espanha, República Checa e Brasil são dos países que registaram maiores avanços na área da biotecnologia, de acordo com um ranking elaborado pela "Scientific American".

O documento apresentado na convenção BIO International, que decorreu em Washington, nos EUA, “reflecte a força, o potencial e os desafios que cada país precisa de superar para melhorar a sua capacidade de inovar na área da biotecnologia”.

"É fascinante ver países que vivem em climas desfavoráveis [em termos de capacidade de inovação], mostrarem um crescimento consistente no nosso índice", afirmou Jeremy Abbate, editor chefe da "Scientific American", ao falar sobre o facto de entre os países com os rankings mais elevados estarem nações como Portugal e Espanha, que actualmente enfrentam fortes desafios económicos e financeiros.

"Alguns dos progressos mais notáveis registam-se em Portugal e Espanha. Estes países têm evoluído consistentemente na sua pontuação geral desde que começamos a elaborar este ranking em 2009", acrescentou.

"No caso de Portugal, a educação e a mão-de-obra [especializada] aumentaram quase 40 por cento desde 2009", sublinhou ainda Jeremy Abbate.

O editor da "Scientific American" destacou ainda o exemplo de países como o Brasil, que tem conseguido com sucesso aumentar a sua capacidade de captação de cérebros no país, e do México e da República Checa, dois países que também têm aumentado as suas pontuações no ranking desde a sua publicação inaugural.


Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=50101&op=all

Como a Quimica existe em todo lado... e em todo o lado existe a Quimica :)

sábado, 9 de julho de 2011

Próximo “rover” da ESA vai para Marte com tecnologia portuguesa

O próximo rover da Agência Espacial Europeia (ESA) a pousar em Marte vai ter tecnologia portuguesa. Desenvolvida por investigadores da Universidade de Coimbra e do Instituto Pedro Nunes, em parceria com a empresa Active Space Technologies, uma nova geração de aerogéis vai garantir o isolamento térmico do veículo.

Em conversa com o «Ciência Hoje»,Ricardo Patrício, responsável da Active Space Technologies, explica que este material se distingue dos demais aerogéis“devido à sua flexibilidade”.
O aerogel é um “material extremamente poroso e leve o que permite uma excelente performance técnica. É óptimo para aplicação espacial como isolante térmico de componentes electrónicos”, esclarece o investigador.
Os que estão agora a ser desenvolvido serão utilizados para manter uma gama de temperatura ideal para o bom funcionamento dos aparelhos electrónicos. “Principalmente para proteger do frio, visto que as temperaturas podem descer ao 40 graus negativos e os componentes electrónicos só funcionam até aos 20 negativos”, esclarece.
A grande vantagem do aerogel é a sua característica de flexibilidade, “muito importante para conter as vibrações de grande energia que vão acontecer durante o lançamento”.
Aerogéis serão usados como isolante térmico de componentes electrónicos
Aerogéis serão usados como isolante térmico de componentes electrónicos
Este projecto, iniciado em 2005, começou por ser uma proposta da Active Space Technologies ESA de estudo de mercado com o objectivo de perceber que tipo de aerosóis existia. “Deparamo-nos com esta lacuna no mercado e iniciámos o trabalho com a ESA para desenvolver a tecnologia”.
O segredo da flexibilidade do material está no uso de “um processo específico de secagem dos produtos à base de sílica que garante uma menor densidade e maior flexibilidade”.
Outras aplicações dos aerogéis
Além das aplicações na área das ciências espaciais, este material pode também ser aplicado em construção civil e ser utilizado para filtrar materiais pesados, como os hidrocarbonetos, por exemplo, para filtragem de derrames de petróleo no mar.
A aplicação na área da saúde é também uma das possibilidades. “Podemos criar um tipo de cápsulas para medicamentos que garantam a libertação controlada e segura de fármacos”.

“Temos um componente I&D bastante forte e estamos a estudar estas aplicações mas ainda internamente, a pensar em potenciais parceiros”.